terça-feira, abril 01, 2008
gabriel e a cada esquina - parte I
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rigoberto.lima
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1:22 PM
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segunda-feira, fevereiro 11, 2008
sem nem saber

"me faz bem sem nem saber
me salva o dia seja qual dia for
antes do sol nascer
e ainda depois dele se pôr...
..vem! me diz o que fazer
vem! segura minha mão
vem e me diz o que escrever
pra terminar nosso refrão."
pedaço de música para josé. devidamente ensaiada pela gramo.
mês que vem meu pedaço de vida faz um ano.
rigoberto lima (sim, eu sei o que é ênclise, próclise e mesóclise e todas as regras que envolvem isso tudo)
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rigoberto.lima
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2:11 PM
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sábado, janeiro 19, 2008
brisa
em meu corpo carrego um vento vindo de ti.
uma brisa sem querer, sem pomar, sem porvir.
um chão que piso até quando piso em outro chão.
um sim que escapa por entre meus dedos úmidos
e antes de tocar meus pés já é não.
carrego sobre minhas pernas
um corpo.
torto.
pessoas ponto não me interessam.
tem certezas demais...
tem muito garbo da vida que vão ter
e cortinas desbotadas que deixaram para trás.
prefiro pessoas reticências.
são pessoas travesseiro.
carregam nos olhos o veludo lilás das paciências.
olham nos olhos, pegam nas mãos, beijam macio,
adoram os silêncios, abraçam por dentro
deixo essas bagagens de vida
pelo saguão...me cortam as costas tantas roupas e caras
é hora do não-ter.
rigoberto lima
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rigoberto.lima
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1:36 PM
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quinta-feira, janeiro 03, 2008
tanta coisa
queria tanta coisa nesse dia
uma foto desbotada colorida toda sua
um beijo longo em gozo e calmaria
uma janela com vista lá pra rua
faça-me o favor...
querer assim dá agonia
janelas areadas e embaçadas de vapor.
imensamente fraco
e ofegante
meu peito sem ar pra se completar em si
não consegue mais cantar tuas canções
em qualquer afinação...seja em bemol ou em mi.
meu peito sem ar para se sustentar
tenta, puxar e puxar e puxar
pernas que já tropeçam eu teus jardins e no meu pomar
que eu puxe um não pra você
que ontem, que hoje, que amanhã
mas qual dia for apenas seja
eu aprenda a dizer não
como no dia dentro da tua boca
não te senti nada além de gosto quente de cerveja.
um dia aprendo
depois de tantas poesias, prosas e crônicas
a esquecer e nunca mais cantar tuas músicas.
rigoberto lima ( se preparando para um conto classificação 18 anos no próximo post)
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rigoberto.lima
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10:08 AM
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quarta-feira, dezembro 19, 2007
poema sexo
olho pro lado.
mas não consigo tocar tua música
disfarço.
pode ser o samba ou um fado
comigo sempre entra em descompasso.
fazer o que, mulher?
deixa eu ir com você ou sem
esquece aquelas noites
que eu conhecia teus nãos tão bem
noites de banquete, faca, garfo, colher.
às favas, mulher!
deixa eu ir fazer a mala.
esquece daquelas tardes
molhadas no sofá da sala.
a vida é tão rápida e pouquinha,
já tentaram tanto, mas quer saber?
só dou boa noite
e mando eu na minha.
presa entre a unha e a carne
é de onde arranco cada palavra dessas,
secas, sem cuspe.
eu sei!
dá pra viver assim.
acho que nem eu acredito, mas se isso ajudar...
falar isso tudo
dói tão mais em mim.
dia desses saí pra passear.
lembrei de nós.
lembrei da nossa vida que esporrava em sexo,
você sempre pouco forçosa,
tua boca em mim tão generosa
minha mão sem pudor e sempre cheia.
rosnando e gemendo
em sussurros leves com voz arranhada de areia.
rigoberto lima (não faço idéia do que seja hoje)
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rigoberto.lima
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3:13 PM
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terça-feira, dezembro 04, 2007
tempo+espaço+nós
tá vendo aqui
cada punho meu cerrado?
é pra assustar todos os dias de choro e medo,
todas as horas de comida fria
e os segundos que dão sempre errado.
eu só queria aprender latim mas você
me olhava e sempre ria.
todas as horas de óbvio da vida
onde chovia mas eu sempre ficava gripado.
dá pra ver daí
toda a extensão das minhas costas?
e todos esses passos largos pro lado de lá?
fica com o que sobrou
as brigas, os olhos, o suor e o sofá.
eu mesmo não volto mais
você sempre quis mais espaço
pois fica com esse cheio de ar e palavras feias
que está entre eu e você
não precisa me mandar as meias
coloca nos pés e usa pra se aquecer.
pediu mais tempo
pois aqui vai...a equação entroncada
que dá o logaritimo da nossa já tediosa
relação...
tempo e espaço são grandezas físicas
coisas tão grandes e absurdas
que nem sei se creio ou desacredito
mas somando os dois a nós,
você pediu pra ir,
eu disse "pra sempre" e tenho dito
se você não entendeu...
o meu pra sempre é do tamanho do infinito.
rigoberto lima (tentado a fazer música)
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rigoberto.lima
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6:04 PM
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quarta-feira, novembro 28, 2007
all the black horses
Oh, Captain! My Captain!
Let me take all the black horses
I do not know what to say to soldiers.
Should explode with all their forces?
Or return to the lovers, sisters, brothers?
Oh, captain! My Captain!
I will defend our front
certainly i´ll die
and it will be of love.
(hear my words)
not by those arrows,
not by those swords.
rigoberto lima (acordei um pouco vitoriano da primeira fase hoje)
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rigoberto.lima
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7:59 PM
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segunda-feira, novembro 26, 2007
reclamo é nada
ai, seu moço...
e tem gente que reclama
inventa briga, faz fila em bar
se só o que precisa é dizer que ama
ai, seu moço...
tem gente que diz que a vida é sofrida
talvez até seja.
mas tudo vai ficar bem
enquanto você for minha cor preferida.
rigoberto lima (agradecido pela segunda-feira)
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rigoberto.lima
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1:34 PM
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quarta-feira, novembro 21, 2007
Samba femmes bien aimé
Est tellement bonne
Quand je suis éveillé dans le lit
Et sans demander
Vous pluie sur moi
Où vous voulez et où je pars.
Débordements.
tá bom...tecla sap
"samba das fêmeas bem amadas"
é tão bom / quando eu desperto na cama
e sem pedir / você chove em mim.
sempre onde quer / sempre onde eu deixo.
transbordo.
rigoberto lima (ainda insistindo em fazer sambas)
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rigoberto.lima
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1:28 PM
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sexta-feira, novembro 16, 2007
quarta-feira, novembro 14, 2007
sábado, novembro 10, 2007
ego
Não é todo mundo que deixo chegar perto de José. Ponto. É fato. Não sou riponga o suficiente pra afirmar que, somente, são as energias das pessoas em um ser indefeso, apesar de ser um dos motivos. Mas é por um motivo mais simples e até inseguro meu. Não são todas as pessoas que sabem o que é ter uma criança e tiram brincadeiras inúteis e fora de hora. Não sabem como falar com ele, gracinhas erradas pra ele, pra mim. Não é todo mundo que percebe que aquela criança não é um ET que sente, ouve, cheira, tem preferências, gostos, vontades, e que pais odeiam piadinhas sobre seus filhos. É o verbo certo: ODIAR. É pior do que qualquer ofensa sobre você. E não me contento em sorrir amarelo. Devolvo. De cara feia. E dou as costas. Pais são seres egoístas.
rigoberto lima (egoísta)
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rigoberto.lima
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11:45 AM
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segunda-feira, novembro 05, 2007
hai kai número 3
tempo que deixa velho,
memória escassa
nesse meio tempo
você fica.
ele passa.
rigoberto lima (ainda reticências)
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rigoberto.lima
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5:47 PM
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sábado, novembro 03, 2007
hai-kai número 2
como se fizesse
qualquer bem à toa
rio corre é pra mar
nunca pra lagoa.
rigoberto lima ( ... )
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rigoberto.lima
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12:28 PM
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quinta-feira, novembro 01, 2007
hai-kai número 1
bicho gente
que a gente gosta
que antes de chegar, espanta.
de tanta previsibilidade,
antes de ir, já se sabe...
rói e ainda é de deixar saudade.
rigoberto lima (portador de uma gastrite e fabricante de hai-kais à moda da casa)
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rigoberto.lima
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5:54 PM
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terça-feira, outubro 30, 2007
amor instinto
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rigoberto.lima
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1:46 PM
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quarta-feira, outubro 24, 2007
calores
as vezes estranhamos o cheiro das nossas roupas
é um cheiro de guardado.
por várias vezes na vida
entrelaçamos a vista para nossas pernas
quando o aroma do nosso andar
já não cabe mais ao que era.
uma tontura de não saber mais onde ficam
as rédeas do nosso sim
se de onde
se de fora
se de dentro
se de que
se pra que
se sem que
se por onde
se todavia
se nada consta
tudo isso por conta das massas de ar quente
da incerteza.
desidratam qualquer convicção
sem o menor respeito ou ética médica
e sem direito a prognóstico paleativo.
mas qual calor evapora tudo isso?
qual o motivo de cada gota amarga de incerteza?
digo, agora:
- não sei!
elas, as certezas, se evaporam
e se reagrupam lá em cima
em forma de nuvens frondosas
cheias de si e de suas carnes nada táteis
elas, as certezas, são facilmente evaporadas
por essas baforadas diárias e contínuas de falta de fé.
incrédulos...aproximem-se
trago, além da fumaça dos carros,
a cura pra tanta insegurança seca.
tomem nota:
"são sempre e sempre:
os sorrisos deslavados e sem culpa;
as crianças e suas palavras e respostas;
os amigos e, simplesmente só, sem mais adjetivos;
os abraços desmistificados;
os gostos, os paladares da tua bebida favorita, da boca
que mais lhe convir e aceitar;
o sexo que cair (e despir) como uma luva;"
depois de tudo, asseguro
toda gota de certeza tua
cai lá de cima e te molha
precipitada em forma de chuva.
rigoberto lima (metido a fazer poemas sem rima e bem maiores agora...provavelmente suicídio comercial...é batata!)
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rigoberto.lima
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5:02 PM
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quinta-feira, outubro 18, 2007
segunda-feira, outubro 15, 2007
a kingdom for a horse
é desse mal estupefato que saio
de um amor caricato
que bem lá no fundo
de tão fundo de mim
não sei se caio
ou se mato
com rapidez e presteza
teus olhos assim, bem em mim,
me inundando de dúvidas
e uma única certeza:
-já conheço essas esquinas
seus senhores, seus escravos,
seus reinos, suas sinas.
rigoberto lima (quase poeta e de cara nova)
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rigoberto.lima
às
5:43 PM
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terça-feira, outubro 09, 2007
macumba's delivery
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rigoberto.lima
às
12:31 PM
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